terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Google dá sinais de mudanças

Cada vez mais o grande nome da internet, o Google, realiza esforços para encontrar espaço nos mercados móveis e de redes sociais. Horas após apresentar certos problemas em seus resultados, o gigante da Internet teve queda de 8% em suas ações e não alcançou suas metas em termos de faturamento, o que evidenciou, ainda mais, seus esforços acelerados em otimização de seu próprio marketing digital.
O Google+, lançada recentemente, tem 90 milhões de usuários no momento, diante de 40 milhões há três meses. A plataforma mais usada no mundo, o Android, já ultrapassou o iOS, da Apple, sendo um importante acesso dos consumidores a diferentes serviços do Google, além de aumentar o número de pessoas que veem os anúncios veiculados pela empresa, por meio de assessoria de imprensa.
Esses fatos representam oportunidade essencial de crescimento para a companhia, no futuro, por meio, também, do marketing digital. Essas mudanças são notáveis, quando visualizamos investimentos no software móvel Android e na rede social Google+, semelhante ao Facebook. Entretanto, o coração do mundo capitalista, Wall Street, ainda está tentando compreender seu impacto de longo prazo sobre o negócio do Google no âmbito do marketing digital.
Porém, o valor recebido pela publicidade destinada a mobiles parece ser menor que o pago pela publicidade veiculada em seu serviço de buscas convencional, com táticas de otimização de sites, por exemplo. Além disso, segundo os resultados demonstrados na última sexta-feira, o custo por clique (CPC) – ou seja, o valor pago pelos anunciantes quando um usuário clica em anúncios vinculados a resultados de buscas – caiu pela primeira vez em dois anos, apesar do recorde atingido pelo e-commerce nos Estados Unidos durante a temporada de fim de ano.
Ryan Jacob, o presidente do conselho e vice-presidente de investimento da Jacob Funds, que detém ações do Google, afirma que seria relevante estudar melhor o efeito de um crescimento na proporção das buscas orgânicas conduzidas via mobiles. “Eles não vêm conseguindo os mesmos preços do lado móvel que costumam obter nas buscas em computadores”, disse Jacob.
A grande inquietação dos investidores deve-se ao fato das pesadas aquisições do Google em iniciativas móveis e de mídias sociais, utilizando o monitoamento de redes sociais, para enfrentar concorrentes como a Apple e o Facebook, além da compra da fabricante de celulares Motorola Mobility, por 12, 5 bilhões de dólares.

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